Inclusão uma missão de amor

De muito tempo já se faz um trabalho integrado na educação infantil, no qual os alunos se adaptam ao sistema e uns se adaptam aos outros. Muito se faz com a integração, mas quando falamos em aceitar as diferenças, a inclusão propriamente dita, é a escola que se adapta ao aluno. O ambiente precisa ser remodelado, os professores capacitados e, acima de tudo, a aceitação de toda a comunidade escolar deve-se fazer presente.

Muitas leituras e estudos sobre este tema me fazem pensar somente uma coisa: missão de amor! De nada adianta todo o conhecimento se não formos livres de preconceito. Este ano estou tendo a oportunidade de ter uma inclusão em uma das minhas turmas e estou me sentindo a pessoa mais realizada deste mundo.

Preparei-me, a escola está preparada, mas devo confessar que é o meu coração que guia minhas atitudes em relação a uma criança em especial; por isso falo em educação com amor. A minha sensibilidade em relação às necessidades deste ser me conduz às direções que venho tomando. A necessidade especial a que me refiro é a Síndrome de Down. Os alunos estão recebendo isto tão bem que em nenhum momento perceberam diferenças, apenas a consideram “a pequena”. Ajudam, zelam, defendem e acolhem esta colega, assim como são educados a fazerem com os demais.

Na Educação Infantil, a inclusão tem grande importância, já que nesta etapa são oferecidas propostas que tendem a desenvolver a criança como um todo; portanto, que seja nesta o primeiro contato da criança que apresenta necessidade especial com o mundo novo que a escola tem para mostrar. Dessa forma, o conhecimento acerca das particularidades do processo é imprescindível.

Todo professor precisa conhecer a política educacional que orienta as ações no campo da educação inclusiva para que possa trabalhar de acordo com o que é legal e saber que está agindo amparado por pesquisas, análises e procedimentos indicados corretamente. Estes podem ser facilmente encontrados no Plano Decenal de Educação para Todos (1993 – 2003). As metas são definidas no Plano Nacional de Educação (2001) e as orientações nas Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica (2001) e no documento Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – Estratégias e Orientações para a Educação de Crianças com Necessidades Educacionais Especiais (MEC, 2001).

Só quem vive na pele sabe expressar quão maravilhosa é essa experiência. Os benefícios da educação inclusiva são recíprocos. A criança tem o estímulo de superar o desafio da execução das tarefas comuns. E o aluno sem deficiências aprende a aceitar o diferente e a entender que há limite para tudo, até mesmo para ele.

Authored by: viviane

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