Empreendedorismo se aprende na escola

Desde o início da sua história, o ser humano foi capaz de criar, desenvolver e disseminar seus conhecimentos. A observação, a aprendizagem e as necessidades fariam nascer o empreendedor.

O empreendedorismo ganhou expressão no Brasil na década de 1990 mediante a dificuldade socioeconômica, que diminuiu a oferta de emprego e impulsionou a necessidade de investir no próprio negócio. A sociedade precisou pensar ações, junto às instituições responsáveis pelo desenvolvimento econômico e social, elaborando e implantando políticas educacionais para atender os novos desafios.

Na escola, o empreendedorismo objetiva desenvolver nos alunos qualidades pessoais como criatividade, iniciativa e independência, que contribuam para o desenvolvimento da atitude empreendedora, algo útil para a vida e em qualquer trabalho.

A pessoa empreendedora deve possuir a capacidade de trabalhar com as informações, comunicação e em equipe, administrar as finanças, logística, produção, marketing, tomada de decisão e negociação, perseverança, disciplina, habilidades de correr riscos e saber inovar mediante a diversidade do meio e as atitudes próprias de cada um.

“Bons profissionais e líderes empresariais ou comunitários devem saber calcular riscos e enfrentar frustrações, além de ter autonomia para traçar metas”, afirma Augusto de Franco, coordenador – geral da Agência de Educação para o Desenvolvimento (AED), programa público desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e entidades internacionais.

Fernando Dolabela, estudioso do empreendedorismo, vê no tema a oportunidade dos jovens perceberem a responsabilidade que têm na construção do próprio futuro. Afirma “Se a turma (e o jovem aluno em particular) aprender isso, criar uma empresa ou conseguir emprego,vira desafio fácil de enfrentar”.Caberá ao professor ajudar os estudantes a identificar e desenvolver suas habilidades a fim de que juntos encontrem caminhos para realizar seus projetos.

O desafio

Os alunos do Colégio Luterano, unidade Anália Franco, receberam um desafio: preparar um cosmético natural e criar uma empresa para comercializá-lo. Neste projeto, desenvolvemos algumas atividades de concretização, explorando os princípios de autocuidado e orientação, evidenciados durante o ano todo no estudo do corpo humano.

Ensaio, tentativa e erro fazem parte do processo científico, mas o cuidado com os gastos levaram a equipe a criar uma receita com pequenas proporções recalculando quantidades para não haver desperdício.

Os alunos votaram o nome da empresa e o produto que seria produzido, bem como no logotipo, embalagem e o comercial. Pesquisaram o elemento natural que seria usado para produzir cremes hidratantes, que não agredisse a pele ou ao meio ambiente. Verificaram os preços de mercado dos ingredientes e o valor para a venda do mesmo, envolvendo conhecimentos matemáticos.

Criaram folders, panfletos, cartazes e um comercial para divulgação do produto utilizando as disciplinas de Artes, Português e Inglês, além dos recursos da aula de informática.

Prepararam um coquetel de lançamento do produto para as outras séries do colégio, fechando desta forma o trabalho com um resultado positivo de envolvimento, aprendizado e transmissão de conhecimento adquirido para os demais alunos.

O projeto superou as expectativas. Os alunos esperavam ansiosos a aula semanal do projeto. Preparavam reuniões para acertar detalhes, faziam relatórios e propunham metas, com discussões para chegar ao objetivo da equipe. Algumas vezes necessitaram, e o professor estava lá como mediador. Trabalhavam como empreendedores para o sucesso do projeto. Cresceram, aprenderam e empreenderam. Enfim, foram além dos limites do Ensino de Ciências, e aprenderam para a vida.

Authored by: viviane

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